De MSN
O pastor Sales Batista, ligado à Assembleia de Deus Missão em Marabá, no Pará, enfrenta um escândalo após surgir a suspeita de que ele seja o pai biológico de crianças até então consideradas seus netos. A hipótese ganhou força com a realização de exames de DNA, cujos resultados ainda não foram tornados públicos pela família. Enquanto isso, a comunidade religiosa e os líderes da convenção estadual convivem com dúvidas que abalam a reputação do religioso.
A dúvida sobre a paternidade dos menores surgiu ao se constatar uma coincidência entre as idades das crianças e o período em que Sales Batista manteve um relacionamento extraconjugal com a própria nora. Fontes internas da igreja relatam que indícios e boatos reforçam a possibilidade de o pastor ter tido filhos, fruto dessa relação, e não apenas netos, como sempre foi informado ao público.
O caso veio à tona em fevereiro de 2025, quando a esposa do pastor contratou um detetive particular para investigar a conduta de Sales Batista. Na sequência, ele foi afastado das funções de presidente da congregação em Marabá e vice-presidente da convenção estadual da Assembleia de Deus no Pará. A decisão foi tomada pelos representantes regionais da denominação, visando resguardar a imagem institucional.
Além da crise moral, o episódio ganhou nova dimensão com a suspeita de que o próprio filho do pastor, Kennedy Sales, tenha articulado o vazamento das informações. Segundo relatos de membros próximos, ele teria envolvido sua esposa no episódio para tomar o controle da igreja e confrontar a mãe, Raquel Viegas, na disputa pelo patrimônio da família.
Até agora, a confirmação oficial da paternidade depende exclusivamente dos resultados dos exames de DNA, que seguem sob sigilo familiar. Enquanto isso, as lideranças da Assembleia de Deus Missão monitoram o desenrolar do caso, conscientes de que o desfecho poderá impactar não apenas a imagem de Sales Batista, mas também a confiança dos fiéis na instituição.
A comunidade evangélica em Marabá aguarda uma posição definitiva sobre o tema. A publicação dos laudos genéticos deverá lançar luz sobre a verdade e, possivelmente, encerrar a incerteza que já dura mais de um ano, desde a primeira suspeita de envolvimento entre o pastor e a nora.
