Vigilantes das escolas estaduais de Pernambuco relatam que estão há quatro meses sem receber salário, impactando suas vidas pessoais e seu trabalho. Muitos estão passando por dificuldades, tendo em vista que suas famílias dependem diretamente desta renda.
Mesmo com essa falta de compromisso demonstrada pelo governo do estado em não repassar o pagamento às empresas prestadoras de serviço, os trabalhadores e trabalhadoras continuam com seu labor diário, garantindo a segurança nas escolas.
Como exemplo disso, um vigilante conseguiu impedir um furto na Escola Estadual CEJA Maria da Conceição Cisneiros, em Salgueiro, durante a madrugada de quinta (12/03) para sexta-feira(13/03). A ação chama atenção pelo comprometimento do profissional, que atua na unidade mesmo com cerca de quatro meses de salários atrasados.

De acordo com informações, um homem conseguiu entrar nas dependências da escola, localizada às margens da BR-232, em frente ao ginásio poliesportivo da cidade. O vigilante, que estava atento à movimentação, percebeu a presença do suspeito dentro da unidade.
O profissional conseguiu mobilizar o intruso, impedindo que ele levasse equipamentos da escola. A ação evitou prejuízos ao patrimônio público, já que a unidade possui diversos itens de valor, como aparelhos de ar-condicionado, televisores, equipamentos pedagógicos e merenda escolar.
Apesar da importância do trabalho, vigilantes que atuam nas escolas do estado relatam enfrentar situações de risco diariamente. Segundo os profissionais, as ameaças por parte de criminosos são constantes, e a preocupação aumenta pelo fato de os vigilantes trabalharem desarmados.
Outro ponto que causa apreensão é que uma vigilante mulher trabalha sozinha no período noturno na mesma unidade, ficando responsável por toda a segurança da estrutura da escola mesmo diante das ameaças.
Mesmo diante das dificuldades e do atraso nos salários, a ação do vigilante foi decisiva para proteger o patrimônio público e garantir a segurança da comunidade escolar, reforçando a importância do trabalho desses profissionais.
Fonte: Sertão Central

