É louvável que a carreta de castração esteja na cidade, mas precisamos falar sobre a execução. Castrar sem oferecer captura e local de pós-operatório para os animais de rua e não priorizá-los neste momento não é política pública eficiente, é transferir a obrigação do Estado para o colo do cidadão. Um pequeno grupo de pessoas está sobrecarregado, fazendo o trabalho que a Secretaria de Saúde deveria ter planejado.
Não se trata de falta de empatia de quem não ajuda, mas de entender que o poder público é quem possui os recursos e a estrutura para lidar com a magnitude desse problema. Não podemos normalizar a omissão da prefeitura às custas do esgotamento de voluntários.
Todos nos sensibilizamos com a situação dos animais de rua, mas é preciso pontuar: o serviço de castração precisa vir acompanhado de suporte logístico.
Atualmente, os protetores da nossa cidade estão exaustos e pedindo socorro, tentando suprir a ausência da prefeitura na captura e no cuidado pós-operatório.
Muitos de nós, cidadãos, já estamos no limite das nossas responsabilidades com trabalho e família. Não é justo que o Poder Público se omita e espere que a população resolva sozinha um problema estrutural. Apoio a causa, mas cobro a quem de direito: a prefeitura/estado precisa assumir sua parcela e não apenas ‘entregar o serviço’ pela metade.
“A responsabilidade é de quem governa!”
Cláudia Santos
Protetora Animal

