{"id":1038,"date":"2025-12-30T00:55:36","date_gmt":"2025-12-30T03:55:36","guid":{"rendered":"https:\/\/puxandoassunto.com.br\/site\/?p=1038"},"modified":"2025-12-30T01:26:56","modified_gmt":"2025-12-30T04:26:56","slug":"geraldo-pinheiro-falando-sobre-o-tdah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/puxandoassunto.com.br\/site\/1038\/","title":{"rendered":"Geraldo Pinheiro: Falando sobre o TDAH"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como eu costumo dizer: ningu\u00e9m precisa tentar se acostumar ao sofrimento; sempre \u00e9 poss\u00edvel melhorar e frequentemente, para conseguir essa melhora, \u00e9 necess\u00e1ria uma ajuda profissional.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Por: Geraldo Pinheiro \u2013 m\u00e9dico psiquiatra<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O TDAH (Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade\/Impulsividade) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o muito frequente em nosso meio. Na verdade, n\u00e3o s\u00f3 no nosso meio, sua exist\u00eancia \u00e9 pervasiva entre as diversas sociedades. De uns tempos para c\u00e1, o assunto tem aparecido muito nas m\u00eddias. Como sempre, verdades e mitos s\u00e3o propalados pelos comunicadores. E \u00e9 claro que, embora a proposta desse texto seja jogar um pouco de luz sobre o assunto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel algu\u00e9m fazer um autodiagn\u00f3stico apenas a partir da leitura desse texto (ou de quaisquer outros textos mais t\u00e9cnicos do que este). O diagn\u00f3stico \u00e9 uma atividade complexa, que inclui n\u00e3o apenas checar se um indiv\u00edduo tem estes ou aqueles sintomas; sempre requer uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Na verdade, algumas vezes, precisamos de mais de uma avalia\u00e7\u00e3o. Repetindo o psiquiatra alem\u00e3o Emil Kraepelin (1856-1926): o diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico \u00e9 longitudinal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observando os significados das letras que comp\u00f5em a sigla da condi\u00e7\u00e3o e fazendo uma aproxima\u00e7\u00e3o grosseira, costuma-se dizer que o TDAH \u00e9 um transtorno em que o indiv\u00edduo \u00e9 desatento, acelerado e impulsivo. A letra \u201cT\u201d da sigla significa \u201cTranstorno\u201d; as letras \u201cDA\u201d da sigla, significando \u201cd\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o\u201d, se responsabilizam pela caracter\u00edstica desatenta. A letra \u201cH\u201d da sigla significa hiperatividade; por\u00e9m, frequentemente, a hiperatividade vem acompanhada pela impulsividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante destacar, por\u00e9m que nem todos os portadores de TDAH apresentam-se com o polo da desaten\u00e7\u00e3o (DA) e com o polo da hiperatividade\/impulsividade (H) simultaneamente. \u00c9 poss\u00edvel que um indiv\u00edduo tenha apenas desaten\u00e7\u00e3o. Nesses casos, dizemos que o indiv\u00edduo tem TDAH com apresenta\u00e7\u00e3o predominantemente desatenta. Todavia, \u00e9 poss\u00edvel que um indiv\u00edduo se apresente apenas com o polo hiperatividade\/impulsividade. Nesses casos, dizemos que o indiv\u00edduo tem TDAH com apresenta\u00e7\u00e3o predominantemente hiperativa\/impulsiva. Quando o mesmo indiv\u00edduo se apresenta com os dois polos, dizemos que ele tem TDAH com apresenta\u00e7\u00e3o combinada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizemos ainda que o TDAH \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento. Todos n\u00f3s n\u00e3o nascemos prontos. Quando nascemos, o nosso c\u00e9rebro ainda passar\u00e1 por modifica\u00e7\u00f5es quantitativas (grosso modo, o nosso c\u00e9rebro ainda vai crescer bastante) e qualitativas (isto \u00e9, explicando em poucas palavras, as c\u00e9lulas que comp\u00f5em o nosso c\u00e9rebro \u2013 as principais s\u00e3o os neur\u00f4nios \u2013 v\u00e3o se ajustando em suas localiza\u00e7\u00f5es e em suas conex\u00f5es). Chamamos esse processo de neurodesenvolvimento. Ele se inicia ao nascimento e se encerra, em m\u00e9dia, por volta dos 25 anos de idade. Quando dizemos que o TDAH \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento, estamos dizendo que as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas se apresentam necessariamente no per\u00edodo do neurodesenvolvimento. Entretanto, segundo a classifica\u00e7\u00e3o mais moderna \u2013 elaborada pela Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria \u2013 os sintomas devem come\u00e7ar a se apresentar antes dos 12 anos. Portanto, quem tem TDAH, na vis\u00e3o da Psiquiatria moderna, tem TDAH desde a inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, quando o indiv\u00edduo, j\u00e1 adulto, se descobre com TDAH, ele j\u00e1 passou por anos e anos, d\u00e9cadas com essa condi\u00e7\u00e3o. Tal dist\u00farbio n\u00e3o \u00e9 como a depress\u00e3o em que o indiv\u00edduo tem epis\u00f3dios depressivos. Mesmo as condi\u00e7\u00f5es depressivas mais cr\u00f4nicas t\u00eam per\u00edodos de melhora e piora. Em contrapartida, o transtorno que estamos discutindo n\u00e3o acontece de forma epis\u00f3dica. O indiv\u00edduo portador desta condi\u00e7\u00e3o ir\u00e1 conviver diariamente com as caracter\u00edsticas apresentadas e por muito tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel haver remiss\u00e3o total e espont\u00e2nea. De forma alternativa, \u00e9 poss\u00edvel haver \u2013 se n\u00e3o remiss\u00e3o total \u2013 melhora espont\u00e2nea. Ali\u00e1s, essa \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o mais comum. A maioria das crian\u00e7as com TDAH se tornar\u00e3o adultos sem TDAH ou com sintomas leves. Contudo, paralelamente, existem outros caminhos poss\u00edveis: por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel que uma crian\u00e7a tenha TDAH com apresenta\u00e7\u00e3o hiperativa\/impulsiva e se transforme num adulto apenas desatento ou vice-versa; \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que uma crian\u00e7a tenha TDAH em sua apresenta\u00e7\u00e3o combinada e evolua para um adulto apenas hiperativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fun\u00e7\u00e3o do qu\u00e3o controlado \u00e9 o ambiente em que essa crian\u00e7a cresce, do quanto tal ambiente \u00e9 originador de demandas para a crian\u00e7a\/adolescente, de quanto o indiv\u00edduo, ao longo da vida, conseguiu desenvolver estrat\u00e9gias para superar as dificuldades relativas ao TDAH, ele poder\u00e1 se apresentar de uma ou outra forma na vida adulta, quando completado o neurodesenvolvimento. Claro que eventos ocorridos na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, traum\u00e1ticos ou n\u00e3o, al\u00e9m da carga gen\u00e9tica que o indiv\u00edduo j\u00e1 herda dos seus pais, participam no campo de influ\u00eancias que v\u00e3o definir se o indiv\u00edduo adulto \u00e9 portador ou n\u00e3o de TDAH, em que forma de apresenta\u00e7\u00e3o ele vai se encontrar e que n\u00edvel de gravidade da doen\u00e7a vamos presenciar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perceber-se desatento e acelerado n\u00e3o \u00e9 suficiente para que o diagn\u00f3stico de TDAH seja definido. Em primeiro lugar, esta condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica da Psiquiatria que promove desaten\u00e7\u00e3o, aceleramento e impulsividade. Al\u00e9m do mais, n\u00e3o \u00e9 qualquer desaten\u00e7\u00e3o nem qualquer hiperatividade que nos permite dizer que uma pessoa \u00e9 portadora do transtorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se fazer esse diagn\u00f3stico, s\u00e3o exigidas condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas que, uma vez contempladas, verificamos que o indiv\u00edduo tem a doen\u00e7a. Essas condi\u00e7\u00f5es incluem: um certo n\u00famero m\u00ednimo de sintomas relativos ao polo da desaten\u00e7\u00e3o e\/ou relativos ao polo da hiperatividade\/impulsividade, que se manifestam ao longo de um certo per\u00edodo m\u00ednimo de tempo; \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que tal condi\u00e7\u00e3o tenha se iniciado na inf\u00e2ncia (abaixo de 12 anos); tamb\u00e9m \u00e9 uma exig\u00eancia que as caracter\u00edsticas do transtorno sejam pervasivas, isto \u00e9, ocorram em mais de um ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, sobretudo, \u00e9 necess\u00e1rio que as caracter\u00edsticas pr\u00f3prias do transtorno gerem sofrimento e\/ou preju\u00edzo em sua funcionalidade. Em outras palavras, utilizando uma das m\u00e1ximas da Psiquiatria: \u201cpara ter um transtorno, deve ser um transtorno\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u2013 mesmo o indiv\u00edduo apresentando certo n\u00famero m\u00ednimo de sintomas, e mesmo verificando-se que tais sintomas invadem diversos ambientes da rotina do sujeito, mesmo que sejam exclu\u00eddas outras condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas \u2013 o indiv\u00edduo n\u00e3o se sentir prejudicado, em sua funcionalidade, nem apresentar um sofrimento clinicamente significativo, diremos que, embora ele tenha caracter\u00edsticas concernentes ao TDAH, ele n\u00e3o tem o diagn\u00f3stico de TDAH \u2013 ele n\u00e3o tem o Transtorno (T).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 foi explicado, o indiv\u00edduo adulto que, quando crian\u00e7a, tinha TDAH, convive com o TDAH \u201cdesde sempre\u201d. \u00c9 poss\u00edvel que, ao longo de toda essa jornada, ele tenha desenvolvido mecanismos, estrat\u00e9gias para superar ou minimizar alguns daqueles sintomas que antes o incomodavam. Lembro-me de uma paciente que dizia que s\u00f3 vivia perdendo seus objetos pessoais (um dos sintomas do polo desatento do TDAH) e desenvolveu a estrat\u00e9gia de definir, de forma obstinada, um lugar espec\u00edfico para deixar os seus objetos mais importantes. Dizia ela: \u201cnunca mais perdi nenhum objeto; mas, quando, por acaso, n\u00e3o coloco os objetos onde previamente defini, fico perdida; sofro at\u00e9 encontrar porque n\u00e3o vou ter a menor ideia de onde posso ter deixado a chave do carro, o celular, \u00f3culos, etc.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra paciente dizia que se incomodava muito quando os outros a interrompiam at\u00e9 que ela mesma recebeu uma cr\u00edtica de uma colega de trabalho que disse que a paciente interrompe muito os outros e se mete em assuntos que n\u00e3o lhe dizem diretamente respeito \u2013 dois sintomas compat\u00edveis com o polo da impulsividade. Ela me disse: \u201cdefini pra mim mesma que isso \u00e9 uma falta de educa\u00e7\u00e3o; passei a fazer um treinamento para evitar tal comportamento; quando estou numa reuni\u00e3o, pego logo um l\u00e1pis e um bloco de anota\u00e7\u00f5es e tudo o que eu gostaria de falar vou escrevendo; percebi que n\u00e3o interrompo mais os outros nas reuni\u00f5es\u201d. Esses s\u00e3o dois exemplos de estrat\u00e9gias compensat\u00f3rias que o sujeito pode desenvolver para mitigar uma ou outra caracter\u00edstica do TDAH.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel nos depararmos com adultos que claramente apresentam TDAH e dizem que, na inf\u00e2ncia, n\u00e3o tinham esse diagn\u00f3stico. Isso \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para o que foi dito nesse texto, uma vez que eu afirmei que o TDAH \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento. Entretanto, ocorre que, algumas vezes, o ambiente em que essa crian\u00e7a vive \u00e9 muito controlado: a crian\u00e7a vive com pais muito exigentes e\/ou a escola \u00e9 muito r\u00edgida. \u00c9 poss\u00edvel que esse ambiente e as pessoas com quem a crian\u00e7a convive sejam continentes, evitando que certas caracter\u00edsticas do TDAH se sobressaiam, contendo essas caracter\u00edsticas. Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que as demandas a que esse indiv\u00edduo \u00e9 submetido est\u00e3o aqu\u00e9m das suas capacidades intelectuais e, mesmo com as dificuldades impostas pelo TDAH, o indiv\u00edduo consegue avan\u00e7ar sem maiores preju\u00edzos. E, desta forma, o diagn\u00f3stico na inf\u00e2ncia pode passar despercebido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como acontece para todas as doen\u00e7as, a Medicina procura identificar os n\u00edveis de gravidade para cada condi\u00e7\u00e3o e se h\u00e1 ou n\u00e3o necessidade de tratamento farmacol\u00f3gico. Para o TDAH, n\u00e3o \u00e9 diferente. \u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 correto prescrever medicamentos para qualquer desaten\u00e7\u00e3o ou hiperatividade que se nos apresenta; da mesma forma, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 correto deixar uma pessoa, que claramente est\u00e1 em preju\u00edzo na sua funcionalidade e em sofrimento significativo devido ao TDAH, sem tratamento farmacol\u00f3gico. Por\u00e9m, nem todo mundo est\u00e1 nessas duas pontas desse espectro que acabei de elaborar. Na verdade, a maioria das pessoas que nos procura est\u00e1 na zona cinzenta \u2013 em algum lugar entre o m\u00ednimo de sintomas e situa\u00e7\u00f5es de extrema gravidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O profissional que atende essa pessoa deve ter a parcim\u00f4nia para, em primeiro lugar, definir se o que est\u00e1 \u00e0 sua frente \u00e9, de fato, um TDAH (ou uma outra condi\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica ou at\u00e9 n\u00e3o-psiqui\u00e1trica). Uma vez definido que \u00e9 sim TDAH, verificar se h\u00e1 mesmo necessidade de tratamento farmacol\u00f3gico e se o tratamento farmacol\u00f3gico, uma vez escolhido, trar\u00e1 mais benef\u00edcios do que malef\u00edcios. Por\u00e9m, para al\u00e9m dessa discuss\u00e3o \u2013 se vamos ou n\u00e3o vamos \u201cpassar um rem\u00e9dio\u201d \u2013, o sujeito que est\u00e1 em processo de sofrimento e tendo preju\u00edzos em sua funcionalidade pode e deve procurar ajuda. Receber uma avalia\u00e7\u00e3o, identificar e entender o que est\u00e1 acontecendo consigo mesmo j\u00e1 \u00e9, muitas vezes, um excelente elemento terap\u00eautico. Como eu costumo dizer: ningu\u00e9m precisa tentar se acostumar ao sofrimento; sempre \u00e9 poss\u00edvel melhorar e frequentemente, para conseguir essa melhora, \u00e9 necess\u00e1ria uma ajuda profissional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como eu costumo dizer: ningu\u00e9m precisa tentar se acostumar ao sofrimento; sempre \u00e9 poss\u00edvel melhorar e frequentemente, para conseguir essa melhora, \u00e9 necess\u00e1ria uma ajuda profissional. 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